quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 - Eu assiti

Eu assisti a Tropa de Elite 2 (2010). A Equipe todos conhecemos, diretor José Padilha, estrelado como nunca antes algum filme brasileiro o foi, por Wagner Moura, o mundialmente iconico Capitão Nascimento, com roteiro produzido por uma tropa, do trocadilho proposital, Bráulio Mantovani, baseado em argumento de José Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani. Acompanhei tanto a pré produção (online), desse segundo filme, já li tantas críticas (todas positivas, e seguindo a linha da grife, crítica que transcende do âmbito meramente cinematográfico), e então fui eu mesma assistir. Eu fiquei arrepiada e um tiquinho eufórica depois do gancho das primeiras cenas, quando eles nos deixam perplexos com algum acontecimento (da mesma forma que acontece no primeiro, e seguindo uma linha meio Tarantinesca, que eu adoro), e depois explodem na trilha tema do Tijuana. No plano geral e levando em conta o receptor da mensagem, eu no caso, uma otimista de plantão, fiquei bem chocada com o final. Quem espera encontrar resquícios do primeiro filme, vai sair no mínimo desapontado. O segundo filme, como toda grande sequência deve ser, brilha sozinho e com própria personalidade, (vide a segunda parte de Poderoso Chefão por exemplo, que consegue superar a primeira). Tenho certo receio da chamado "voice over", a narração de Nascimento, aquele comentário contínuo que acompanha a ação, explicando-a muitas vezes de forma levemente excessiva, mas por outro lado, não consigo imaginar esse filme sem esse recurso. Como Tropa de Elite (o primeiro), pelo menos pra mim que mergulho na "realidade" mostrada, a projeção pesa, me deixa pensativa, e por muitas vezes até um pouco deprimida. O veredicto (pra mim), fica entre o "é essa merda ai mesmo" e o "vamos acordar pessoal!". É de se pensar, e reassistir, e discutir, e pensar nele quantas vezes forem necessárias, filmaço, nacional, com conteúdo, e sucesso retumbante de bilheteria, um orgulho! E é isso resumindo o "inrresumível".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

FIlme de ator

Sandra Bullock todos conhecemos, e invariavelmente simpatizamos com ela. A típica garota forte e talentosa, bonita de uma beleza real, que pode ser da nossa vizinha ou colega de escola. Os filmes americanos têm se mostrado antes de filmes de autor (qdo diretor e roteirista são a mesma pessoa), filmes de ator, se é que esse termo existe. "A Origem", como mais um filme do Leonardo di Caprio, "Comer, Rezar e Amar", de Julia Roberts. Nesse ano de 2009 tivemos a volta real e palpável de Sandra Bullock versátil (até demais), em lançamentos importantes. De todos eles, ela ganhou o Oscar por "Um Sonho Possível" (The Blind side - 2009), direção: John Lee Hancock e roteiro do mesmo, baseado em livro de Michael Lewis. Um filme justo em todos os aspectos, bom entretenimento, boas atuações, bom roteiro com humor e que emociona, sobre a história real de Michael Oher, filho de mãe viciada e largado na rua, que é recebido em uma família rica e mais tarde se torna um astro de futebol americano. Lembrou-me muito de Preciosa do mesmo ano, e também indicado, como Um Sonho Possível, ao Oscar de melhor filme. Prefiro o primeiro em muitos aspectos, mas muito por gosto, prefiro o realismo de Preciosa.



Cena de "Big Mike" com o garoto CJ caçula da família, do tipo "relief character", tipo que dá leveza e humor à história.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Thelma & Louise e nós mulheres



Já assistiu ao filme Thelma & Louise (1991 - mesmo nome original no inglês), com direção de Ridley Scott e roteiro original vencedor do Oscar, de Callie Khouri? Esse é um dos dez filmes, sobre o qual eu falo, e consequentemente grito com quem converso se me responde negativamente à pergunta. Você deve assistir Thelma & Louise! Primeiro por que ele é diferente de qualquer coisa que tenha sido feita antes disso, mesmo tendo todos os elementos, cenários e questões que estamos cansados de ver. O grande diferencial do filme é o roteiro e consequentemente os personagens. Thelma e Louise são duas mulheres cansadas e entediadas com suas vidas e rotinas sem sentido e resolvem viajar sem um rumo muito certo, deixando pra trás todo aquele marasmo, até ai nenhuma novidade. A grande diferença do filme, e o que nos toca, é a sua originalidade, ele foge a todo momento do lugar comum, ele conversa com a nossa realidade, com as nossas escolhas diárias, e ele nos conta tudo isso através de imagens que tornaram-se ícone com o tempo, esse roteiro abre mão do falatório dos diálogos sem fim, para preferir um olhar, uma metáfora, um objeto. Conhecemos essas protagonistas, torcemos por elas e assistimos estarrecidos à sua transformação no percurso da grande aventura que elas resolvem encarar. Acho praticamente impossível alguém não se divertir assistindo a esse filme. Emocionar-se já depende de quão vulnerável vc consegue se deixar estar. E de todas as qualidades, como sempre esse filme esbanja das melhores: a despretensão. Com Geena Davis, Susan Sarandon eternizadas como as heroínas, Hervey Keitel como o policial que foge do clichê insensível, Brad Pitt em ascensão, e o meu querido (e do Tarantino), Michael Madsen. O diretor Ridley Scott (Gladiador, Um bom ano), merece o crédito pela direção de atores, e a ótimas escolhas de cena, especialmente a final, inesquecível!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O vencedor do Oscar 2010

Demorei, enrolei, mas assisti finalmente ao vencedor do Oscar 2010 de Melhor Filme, Guerra ao Terror (2009 - The Hurt Locker), direção de Kathryn Bigelow (também vencedora do Oscar de melhor direção), e roteiro original de Mark Boal (também vencedor do Oscar).Guerra ao Terror é o tipo, ou melhor o gênero de filme do qual costumo fugir, de guerra, com heróis americanos e também, devo confessar, contemporâneo, dai a minha demora para conferir um filme tão comentado. Fiquei bem interessada na cerimônia do Oscar esse ano, muito pela diversidade dos indicados. Para melhor filme, dentre todos, havia um filme ícone na nova linha de 3D, Avatar, do megalomaníaco (no bom sentido), James Cameron (Titanic), Guerra ao Terror, da sua ex-mulher, a coroa enxuta, Kathryn Bigelow, Bastardos Inglórios do meu amado Tarantino, sem chances como sempre de ser realmente premiado pela Academia, e um drama visceral, Preciosa, meu preferido, e na minha opinião, agora final (depois de assistir ao vencedor), real merecedor do prêmio máximo desse ano. No que se refere a Guerra ao Terror, como vencedor do Oscar, digo que vale. Primeiro por ser um filme independente, com baixo orçamento (11 milhões), que acabou derrubando um Avatar de 300 milhões nas premiações. No que se refere ao enredo, temos os bons, realmente bons e bem intencionados, e humanos soldados americanos no Iraque (?), mas também temos uma linha muito interessante de roteiro e personagens, principalmente o protagonista, o desconhecido e bom Jeremy Renner, o próprio Hurt Locker, que seria o especialista em desarmar bombas. Um bom filme precisa de uma boa produção e uma história original. Guerra ao Terror entrega a encomenda, e despretensioso mantém o ritmo com um final realmente interessante, mereceu o prêmio, principalmente pela fotografia dos momentos de espera, de medo e condições sub humanas nos campos da batalha de hoje.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

I like trash

É mais um momento pessoal, uma característica talvez que distoe da nossa realidade correta, racional, cheia de sentido, mas ultimamente tenho curtido muito o trash. Trash pro cinema seria aquela quantidade exorbitante de sangue de katshup saindo pelas tripas das pessoas, dialogos non sense, até mesmo má atuações e efeitos toscos. Isso é um tipo de filme que surgiu assim, digamos, da falta de recursos e com o tempo se tornaram cult cinematográficos. Tarantino usa referências em Kill Bill, agora nos Bastardos Inglórios também, encontramos trash na série de super sucesso (e que eu indico fervorosamente que assistam), True Blood, como no nome, tem muito muito sangue, tripas, orgão à vista e sexo com alguém que sai literalmente da terra. Juntando todos esses fatores, mais um boa dose de sarcasmo, temos Garota Infernal (2009 - Jennifer's body) direção Karyn Kusama, cujo corpo do título original, é da já tida como nova Angelina Jolie, Megan Fox, a gostosona. Resolvi pegar esse filme e dar algum crédito quando soube das pessoas envolvidas, Jason Reitman (diretor de Obrigado por fumar, Juno, Amor sem escalas), como produtor executivo e roteiro de Diablo Cody, a ex stripper e roteirista do também ótimo Juno."O inferno é uma garota adolescente", essa é a frase que nos coloca dentro desse enredo trash, como já dito, na voz da nova queridinha e rosto de quase todas as estréias norte-americanas Amanda Seyfrid (Mama Mia, Querido John), melhor amiga da personagem Jennifer (Fox) no filme. Resumindo esse filme conta a história de uma garota, cheerleader (dããã), que tem seu corpo tomado por um demônio em uma seita orquestrada por um grupo de rock, e depois precisa se alimentar de seres humanos para sobreviver. Ela realmente devora os rapazes. Depois de dois alertas ferrenhos dos meus amigos da locadora, falando quão horrível o filme era, assisti ao Jennifer's Body e amei!Sacadas ótimas de humor, trash que chega ao ponto de um arroto colossal de Megan Fox vomitando uma gosma preta, e um ótimo desfecho. Fica a dica, é sempre bom saber o que esperar de um filme.